PÁGINAS

sábado, 2 de maio de 2015

Vacinação contra a gripe começa na segunda-feira, 04/05

Sábado, 9 de maio é o Dia Nacional de Vacinação contra a gripe. De 08h00 às 17h00 todas as unidades de saúde estarão abertas para atender a população, além da Policlínica Casa Azul. Esta é a 17ª Campanha Nacional de Vacinação contra influenza que começou na última segunda-feira, 04/05 e vai até 22 de maio.

Devem ser vacinados nesta campanha as pessoas com sessenta anos ou mais e ainda os trabalhadores de saúde, as crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias), as gestantes, as puérperas (até 45 dias após o parto), os grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, a população privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

Público alvo
Em Manhuaçu, o público alvo da campanha é de 18.824 pessoas, incluindo todas as faixas de vacinação. A expectativa é de uma cobertura vacinal superior a 80% da população alvo. No total, 26 salas de vacina de todas as unidades de saúde dos ESF – Estratégia de Saúde da Família – no município estarão atendendo durante a semana.

A diretora de Vigilância em Saúde, Maria Cristina Caldeira Duarte, lembra da importância da pessoa procurar a unidade mais próxima de casa, onde além da vacina, a visita vai possibilitar uma análise e até a atualização do cartão da pessoa.

Doença respiratória
A influenza é uma doença respiratória infecciosa de origem viral que pode levar a complicações graves e ao óbito, especialmente nos grupos de alto risco, que são as crianças menores de cinco anos de idade, gestantes, adultos com sessenta anos ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais. A vacina é a principal forma de prevenção.

A campanha anual, realizada desde 1999, entre os meses de abril e maio, contribui para a prevenção da gripe nos grupos vacinados, além de apresentar impacto na redução das internações hospitalares, gastos com medicamentos para tratamento de infecções secundárias e mortes evitáveis.

Quem tiver qualquer dúvida em relação a campanha de vacinação deve procurar informações junto às unidades do ESF ou na diretoria de Vigilância em Saúde pelos telefones 3332-3544 ou 3332-3549, entre sete e dezessete horas. 

Com informações da Secretaria de Comunicação Social de Manhuaçu

quarta-feira, 18 de março de 2015

Conselho de Saúde elege nova mesa diretora em busca de melhorias na saúde pública

Foi eleita na quarta-feira, 18/03, a nova mesa diretora do Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Manhuaçu (MG). Nelson de Abreu segue a frente do CMS com novos membros integrantes da mesa. A vice-presidência é do conselheiro Marivaldo Anselmo; o conselheiro Raimundo Ferreira Lopes assume como 1º secretário; o segundo secretário eleito é Renato Cesar Von Randon (Renato da Banca); Ângela Maria Moreira ocupará o cargo de relações públicas e o diretor de organização é o secretário de Saúde, Dr. José Rafael, membro nato do conselho.

Mesa fiscalizadora

Para o início do pleito, foram convidados quatro conselheiros para formar a comissão fiscalizadora do processo eleitoral. Compuseram a comissão os conselheiros Maria Imaculada Dutra, Ana Lígia de Assis, Maria de Fátima Mayrinck e Vicente de Paulo Rodrigues. Todo o processo eleitoral foi explicado para os conselheiros e, após, sanadas as dúvidas iniciou-se a votação.

Conclame

Antes da votação para a composição da nova mesa diretoria, a conselheira Maria Imaculada Dutra conclamou os conselheiros para a necessidade de mais luta e envergadura na busca de melhorias na saúde pública. A conselheira citou problemas graves ocorridos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde pessoas que mais precisam estão com dificuldades enormes para serem atendidas devido à má gestão.

Mais participação

A conselheira Dorca pediu a palavra para esclarecer que em muitos momentos observa que conselho necessita de mais união, além de informações que possam qualificar e capacitar os conselheiros, que em muitos casos, dedicam tempo para as reuniões que quase sempre não tem surtido o resultado necessário. 

Cumprindo seu papel

O presidente Nelson de Abreu informou que o CMS não tem se omitido no cumprimento de seu papel deliberativo e ao mesmo tempo reforçou a necessidade de mais acompanhamento e cobranças para a uma saúde pública melhor em Manhuaçu. Não iremos desistir, nosso conselho é forte e segue firme nesta batalha, disse Abreu, saudando seus novos companheiros de mesa.

Todos os conselheiros foram unânimes em afirmar que a saúde pública de Manhuaçu vive um momento delicado e que o conselho tem que se fortalecer, pois somente assim irá cumprir seu papel. “Todos sabemos de nossos compromissos enquanto conselheiros, o que precisamos é vestir mais a camisa”, disseram Maria de Fátima Mayrinck e Leandro Von Randon.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Conselho pede que Secretaria de Saúde faça repasses financeiros como determina a Legislação

Foi tema da reunião do Conselho de Saúde de Manhuaçu, na quarta-feira, 25/02, o atraso de repasse dos recursos financeiros do Ministério da Saúde para o Hospital César Leite, embora o montante de cerca de 900 mil reais tenha sido depositado no tempo certo na conta do Fundo Municipal de Saúde.
Conforme a Legislação vigente, após o recebimento dos recursos,  a Secretaria de Saúde tem até 5 dias úteis para fazer o repasse, o que não aconteceu gerando transtornos e ameaça de suspensão do atendimento aos usuários do SUS por parte do Hospital César Leite.


Após o ocorrido, o Conselho de Saúde publicou a Deliberação 001, de 25 de fevereiro de 2015 cumprindo seu papel de fiscalizador legal da saúde pública (leia).


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Conselho de Saúde cobra mais ações da Secretaria de Saúde. “Saúde está precária, diz presidente


O Conselho Municipal de Saúde de Manhuaçu recebeu os conselheiros em mais uma reunião ordinária na quarta-feira, 25/02. A Secretaria de Saúde apresentou na reunião o segundo relatório quadrimestral ainda do ano de 2014. Também foi apresentada a Programação Anual de Saúde (PAS 2015). O presidente do CMS, Nelson de Abreu e vários conselheiros relataram mais uma vez a precariedade da saúde em Manhuaçu. Vários problemas foram apresentados pelos membros do CMS, um deles considerado grave é o atraso no repasse de recursos para o Hospital César Leite (HCL) que são depositados na conta da Secretaria de Saúde, responsável pelo repasse. R$ 968.844,16 deveriam ter sido depositados na conta do HCL cinco dias uteis após a entrada do dinheiro na conta da Secretaria, feito no dia 6 de fevereiro, conforme extrato apresentado na reunião, o que não havia acontecido até o dia 25/02.

Mais agilidade

Os conselheiros pediram que a Secretaria de Saúde apresente os relatórios no tempo certo. Alguns membros do CMS explicitaram sua insatisfação com a situação, ou seja, um relatório ser apresentado com cerca de seis meses de atraso. As responsáveis pela apresentação informaram que o atraso se deu por conta dos dados orçamentários fornecidos pela Prefeitura de Manhuaçu com atraso.

Durante a apresentação foi esclarecido, com base na legislação, que o relatório quadrimestral deve sempre passar pelo Conselho de Saúde. Ser aprovado pela Câmara de Vereadores não exime a Administração de passá-lo pela plenária do CMS que também deve aprová-lo.

Cobranças feitas pelos conselheiros

O presidente do CMS, Nelson de Abreu, relacionou várias cobranças que refletem a situação precária da saúde no município. Confira todas as situações apresentadas:

Falta de auxiliar de enfermagem na unidade de saúde da Ponte do Silva; refeitório para os funcionários da UPA sem funcionar desde quando foi construído (há cerca de 2 anos); descumprimento do horário de trabalho por parte da coordenação das equipes de Estratégia Saúde da Família (ESF); não funcionamento do CAPS I, apesar de todas as aprovações deliberadas no CMS; falta de implantação de unidades de gabinetes odontológicos aprovados pelo CMS; atrasos na entrega de laudos de Raios X; local inadequado da farmácia do SUS, gerando enorme fila no corredor da Secretaria de Saúde, bem como a redução do horário de atendimento ao público; não cumprimento da formulação de novos contratos com médicos com implantação de demanda espontânea, aprovada no CMS; falhas no atendimento do setor de TFD (Tratamento Fora do Domicílio), prejudicando os usuários do SUS; falta de manutenção nos veículos do SUS, gerando gastos com a contratação de serviços terceirizados; aparelho de ultrassonografia com defeitos constantes.

Todos os questionamentos serão encaminhados oficialmente para a Secretaria de Saúde e para o Ministério Público. Vale ressaltar que o Secretário de Saúde, Dr. José Rafael não pode comparecer à reunião, por motivo de viagem. O seu representante, Pedro Paulo, também não pode estar presente por motivos familiares. Ambos justificaram as ausências.

Luiz Nascimento

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

MS lança campanha de prevenção às DST e Aids para carnaval

A maioria dos brasileiros (94%) sabe que a camisinha é melhor forma de prevenção às DST e Aids. Mesmo assim, 45% da população sexualmente ativa do país não usou preservativo nas relações sexuais casuais nos últimos 12 meses. Os dados, inéditos, são da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas na População Brasileira (PCAP), apresentados nesta quarta-feira, 28/01, em Brasília, durante o lançamento da campanha de prevenção às DST e Aids para o Carnaval 2015. Realizada em 2013, a pesquisa entrevistou 12 mil pessoas na faixa etária de 15 a 64 anos, por amostra representativa da população brasileira.

Os dados comparativos com pesquisas anteriores mostram que o uso do preservativo na última relação sexual, ocorrida nos últimos 12 meses, se manteve praticamente estável: 52% em 2004, 47% em 2008 e 55% em 2013, apesar das constantes campanhas de estímulo ao uso do preservativo durante todos esses anos. Além disso, houve um crescimento significativo de pessoas que relataram ter tido mais de 10 parceiros sexuais na vida. Esse percentual subiu de 19%, em 2004, para 26% em 2008, chegando a 44% no ano de 2013.

“A pesquisa demonstra que o nível de conhecimento da importância do uso do preservativo na população continua alto e que uso de camisinhas no sexo casual também vem se mantendo estável entre 2004 e 2013. No entanto, o que tem mudado muito é o comportamento das relações, com aumento do número de parceiros. Isso exige, particularmente dos jovens, muita responsabilidade e preocupação com preservação de sua saúde e de seus parceiros, utilizando regularmente a camisinha, fazendo o teste para o HIV e, quando positivo, fazer o tratamento gratuito oferecido pelo Sistema Único de Saúde”, orienta o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

Diante deste panorama, o Ministério da Saúde optou por uma campanha de carnaval focada na prevenção, combinando camisinha, testagem e tratamento. Para tanto, houve um fortalecimento de estratégias complementares ao uso do preservativo. Um exemplo é introdução, em dezembro de 2013, do novo Protocolo de Tratamento para Adultos. O documento possibilitou o acesso aos antirretrovirais a todas as pessoas com o vírus da Aids. Atualmente, são cerca de 400 mil pessoas em tratamento, com 22 medicamentos antirretrovirais distribuídos pelo SUS.

Testagem

Paralelo às campanhas de incentivo ao sexo seguro, que são desenvolvidas pelo Governo Federal, estados e municípios - o Brasil tem adotado outras estratégias de prevenção, como a ampliação da testagem do HIV. Em 2014, foram distribuídos 6,4 milhões de testes rápidos para HIV, número 26% superior aos 4,7 milhões distribuídos em 2013.  Das cerca de 734 mil pessoas que vivem com HIV e Aids no Brasil atualmente, 80% foram diagnosticadas.

O ampliação da assistência às pessoas com HIV e Aids e o incentivo ao diagnóstico precoce fazem parte das estratégias do Ministério da Saúde no cumprimento da meta “90-90-90”, que corresponde a 90% de pessoas testadas, 90% tratadas e 90% com carga viral indetectável até 2020. As metas foram adotadas pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS).

Campanha

A mensagem geral da campanha de carnaval deste ano é informar o jovem para se prevenir contra o vírus da Aids, usar camisinha, fazer o teste e, se der positivo, começar logo o tratamento, reforçando o conceito “camisinha + teste + medicamento” de prevenção combinada.

São 129 mil cartazes em quatro versões – segmentados para a população jovem, travesti e jovem gay – um spot de rádio, 315 mil folders explicativos da prevenção combinada e um vídeo para TV.

“Este ano, o ministério não irá centrar a campanha apenas no uso de preservativos. Os dados da pesquisa indicam que focar as campanhas apenas nesse uso tem limites. Essa nova estratégia se materializa em três dimensões: primeiro no uso do preservativo, em segundo lugar na convocação da população a fazer regularmente o teste e, em terceiro lugar, no início imediato do tratamento em caso de teste positivo. Dessa forma, teremos condições de enfrentar a epidemia de Aids, principalmente entre os grupos mais afetados pela epidemia como os jovens”, explica o ministro Arthur Chioro. 

Os materiais reforçam o slogan final usando a gíria “# partiu teste”, linguagem típica desta faixa etária prioritária. Nas cidades com maior concentração de foliões (São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Olinda, Florianópolis, Ouro Preto, Diamantina, São João Del Rei e Alfenas) haverá um reforço das estratégias de comunicação da campanha. Além do rádio e da TV, a campanha também será divulgada pela internet e em revistas temáticas de carnaval e de comportamento LBGT.

Camisinhas

Nos aeroportos de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, Salvador e Recife serão instalados 34 displays para a retirada de camisinhas. Os equipamentos serão instalados, a partir de 1º de fevereiro, nos banheiros femininos e masculinos destes aeroportos. Inicialmente, serão abastecidos com 195 mil preservativos. Neste ano, além do Carnaval, a campanha será estendida, com adaptações, para festas populares - como São João e outros eventos - durante todo o resto do ano.

Apenas para o período do carnaval, o Ministério da Saúde está distribuindo aos estados de todo país 70 milhões de preservativos. Ao todo, os estados já contam com estoque de 50 milhões de unidades para as ações cotidianas de prevenção, o que inclui o carnaval. O quantitativo de camisinhas é definido com base no consumo médio mensal, além da capacidade de armazenamento e o estoque presente no almoxarifado. Nos últimos cinco anos, o Ministério da Saúde passou aos estados 2,2 bilhões de preservativos.

Cenário Aids

Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de Aids no Brasil. A epidemia no país está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos, a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 39 mil casos de Aids novos ao ano. O coeficiente de mortalidade por Aids caiu 13% nos últimos 10 anos, passando de 6,4 casos de mortes por 100 mil habitantes em 2003, para 5,7 casos em 2013.


Com informações do Ministério da Saúde 

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Manhuaçu: Saúde se reúne com a Promotoria. Em pauta cobranças dos ortopedistas

Para a busca de solução e até mesmo resolver o impasse envolvendo os médicos ortopedistas, que decidiram, desde o dia 10 de janeiro, atender somente casos de urgência, o provedor do Hospital Cesar Leite, Sebastião Onofre de Carvalho, procurou a 4ª Promotoria de Justiça. O provedor foi acompanhado pela administradora do HCL, Ana Lígia de Assis, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Nelson de Abreu e o conselheiro Marivaldo Anselmo, para juntos, passarem as principais informações a respeito da situação no atendimento dos plantões da Ortopedia/Traumatologia do 
Hospital Cesar Leite.

Durante uma hora e meia, o grupo expôs a preocupação quanto ao posicionamento dos ortopedistas que decidiram limitar o atendimento, por estarem recebendo aquém do esperado ao assumirem muita responsabilidade nos casos de alta complexidade. Nos ofícios enviados pelos profissionais ao provedor, eles reivindicam equiparação do valor do plantão igual aos obstetras.

Os representantes do Hospital Cesar Leite, Sebastião Onofre de Carvalho e Ana Lígia, bem como os membros do Conselho Municipal de Saúde, Nelson de Abreu e Marivaldo Anselmo,  disseram à Promotora de Justiça e Curadora da saúde no município, Dra. Marina Brandão Póvoa, que o atendimento passou a ser feito somente em casos de urgência ortopédica, que são as fraturas expostas, luxações, fraturas supracondilianas em crianças, artrites sépticas, síndrome compartimental aguda e fraturas de fêmur em idosos.

De acordo com Marina Brandão Póvoa, muitas coisas precisam ser regulamentadas, principalmente o acompanhamento a ser feito por uma equipe de auditores, com o objetivo de entender como está o atendimento na área da saúde no município. Marina também sugeriu o aprimoramento da Auditoria da Secretaria Municipal de Saúde para averiguar todas essas situações. "Estarei averiguando e, realizando uma análise desses casos de urgência/emergência. Quanto a situação do atendimento, caberá ao diálogo entre a provedoria e os ortopedistas", ressaltou a promotora Marina Brandão.


O provedor do HCL, Sebastião Onofre de Carvalho, aguarda que a promotoria possa estar avaliando a situação que foi apresentada e, até mesmo o que foi repassado pelos representantes do Conselho Municipal de Saúde, que solicitaram junto ao Ministério Público Estadual ajuda às pessoas que ficam um bom tempo na espera por atendimento. "Os ortopedistas querem um valor considerável e, infelizmente o hospital não tem como pagar", reiterou Sebastião Onofre de Carvalho.

Informações: Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Manhuaçu

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Conselho de Saúde discute situação dos ortopedistas do HCL. Pedem aumento salarial pelo plantão

Com o objetivo de encontrar uma solução para o impasse e limitação no atendimento nos plantões da Ortopedia/Traumatologia do Hospital Cesar Leite, o Conselho Municipal de Saúde se mobilizou para uma reunião a fim de discutir o problema. A reunião aconteceu na tarde desta quarta-feira, 07/01, com a presença do Secretário Municipal de Saúde, José Rafael de Oliveira Filho, além do provedor do Hospital Cesar Leite, Sebastião Onofre de Carvalho, membros da diretoria e conselheiros de saúde. Os ortopedistas foram convidados, mas não compareceram ao encontro para discutirem o problema.

A pauta do encontro foi a situação vivenciada quanto ao impasse e a decisão dos  médicos ortopedistas, que atendem pelo SUS no HCL,  terem decidido que não  atenderão nenhum caso da Ortopedia/Traumatologia, por entenderem que a remuneração não traz motivação para atuarem nos casos de alta complexidade. Agora, eles querem a equiparação do valor do plantão com os obstetras, por entenderem que a função é de extrema importância e, que as horas trabalhadas são as mesmas.

Após comunicarem a insatisfação, o provedor do HCL, Sebastião Onofre de Carvalho  passou à conversação com os profissionais da área, que estavam decididos e, desde o dia 10  de janeiro, o atendimento passou a ser feito somente em casos de urgência ortopédica que são as fraturas expostas, luxações, fraturas supra condilianas em crianças, artrites sépticas, síndrome compartimental aguda e fraturas de fêmur em idosos. Os demais pacientes passarão pela avaliação ambulatorial como de rotina e serão encaminhados para cadastramento no SUS Fácil. De acordo com o comunicado enviado pela equipe, cada caso será avaliado  individualmente para evitar desencontros de informações.

Conselho Municipal de Saúde reage

A decisão dos médicos ortopedistas em atender somente casos de urgência/emergência provocou reação do Conselho Municipal de Saúde, que convocou a reunião para saber o que poderá ser feito, no sentido de evitar que a situação continue e deixando  pessoas que estão aguardando procedimento cirúrgico em apuros.

Segundo o provedor do Hospital Cesar Leite, Sebastião Onofre de Carvalho, durante diálogo, houve, por parte do HCL. oferecimento de melhor remuneração para igualar o plantão da ortopedia com o plantão da clínica cirúrgica, passando o valor mensal do plantão de R$ 25.000,00 para R$ 36.600,00. Os ortopedistas analisaram a proposta feita pela Administração do Hospital Cesar Leite, e informaram que a proposta ficaria muito aquém  dos valores solicitados por eles, para manter o plantão nos moldes atuais. "Os ortopedistas reclamam do aumento de pacientes vindos do SUS. Para sanar a situação, tentamos adicionar  mais R$ 1.900,00 no vencimento dos profissionais, porém, não aceitaram. O hospital não tem recurso para atender a reivindicação dos ortopedistas e, agora o caso será discutido junto à Curadora da área da saúde do Ministério Público na próxima segunda-feira, 12/01", explica o provedor.


O presidente do Conselho Municipal de Saúde, Nelson de Abreu também se demonstrou preocupado com a situação, que, juntamente com  a Executiva do Conselho e Provedoria do Hospital Cesar Leite estarão discutindo junto à Promotoria de Justiça. Para Nelson de Abreu a situação não pode ficar assim, porque há muitas pessoas necessitando de cirurgia, de cuidados especiais e o atendimento precário. "Vamos nos reunir com a Promotora de Justiça e, enquanto representante do Conselho Municipal de Saúde vou à busca de solução, juntamente com a Executiva e o provedor do HCL para obtermos uma resposta satisfatória", afirma Nelson de Abreu.

Eduardo Satil