PÁGINAS

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Farmácia de Plantão - 31 de maio

  • Farmácia Unimed
  • 33 3332-4444
    R. Capitão Rafael, 21
    Centro – Manhuaçu

  • Permebem – Bom Pastor
    (33) 3331-3616
    R.Barão do Rio Branco, 167
    Bom Pastor – Manhuaçu

CMS publica deliberação para contratação de profissional para Secretaria Executiva


DELIBERAÇÃO 0002/2017

O Conselho Municipal de Saúde de Manhuaçu no uso de suas atribuições legais, e

Considerando  Lei Federal 8.142/90 a experiência acumulada do Controle Social da Saúde à necessidade de aprimoramento do Controle Social da Saúde no âmbito nacional e as reiteradas demandas dos Conselhos Estaduais e Municipais referentes às propostas de composição, organização e funcionamento, conforme o § 5o inciso II art. 1o da Lei no 8.142, de 28 de dezembro de 1990;

Considerando que os Conselhos de Saúde, consagrados pela efetiva participação da sociedade civil organizada, representam pólos de qualificação de cidadãos para o Controle Social nas esferas da ação do município;

Considerando a Resolução 453/2012, que aprovou novas diretrizes para instituição, reformulação, reestruturação e funcionamento dos conselhos de saúde, foram incluídas as atribuições previstas na Lei Complementar 141/2012 de 13 de Janeiro de 2012 e no Decreto 7.508, de 28 de junho de 2011  que regulamenta a Lei Orgânica da Saúde.

Considerando a Lei Municipal  nº 3619/2016, que dispõe da reestruturação do Conselho Municipal de Saúde;
Considerando o Regimento Interno do Conselho Municipal de Saúde de Manhuaçu, que dispõe do seu funcionamento, estrutura e organização,

Considerando a decisão do Conselho Municipal de Saúde de Manhuaçu, que em reunião ordinária do dia 17 de Maio de 2017, que aprovou relatório da Comissão de Avaliação e Fiscalização do SUS,

DELIBERA:

Art. 1º- Fica aprovada pelo Plenário do Conselho Municipal de Saúde a responsabilidade do Senhor Presidente do Conselho - Nelson de Abreu,o recebimento dos curriculum e juntamente

com comissão provisória procederem a avaliação dos mesmos, para a imediata contratação de um(a) secretário(a) executivo(a) para o Conselho Municipal de Saúde de Manhuaçu, subordinada ao Plenário do Conselho Municipal de Saúde;

Art. 2º-  Para a referida seleção, será necessário comprovar experiência, disponibilidade para reuniões à noite, capacitação de conselheiros junto aos conselhos de unidades de saúde, bem como, assessoria ao Conselho Municipal de Saúde e aos conselhos de unidades de saúde, organização das conferências temáticas e conferência municipal de Saúde, conforme preconiza Regimento Interno do Conselho.

Art. 3º - Esta deliberação entra em vigor na data de sua publicação.

Nelson de Abreu
Presidente do Conselho Municipal de Saúde

Aprovação do Plenário do Conselho Municipal de Saúde em reunião ordinária realizada no dia 17 de Maio de 2017.

terça-feira, 30 de maio de 2017

Manhuaçu realiza 1ª Conferência de Saúde das Mulheres nesta quinta-feira

A Primeira Conferência Municipal de Saúde das Mulheres acontece em Manhuaçu nesta quinta-feira, 1º de junho, a partir de 12h00, no auditório da APAE. Com o tema central “Saúde das mulheres: Desafios para a integralidade com equidade”, o evento é deliberado pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) e organizado pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS) e Secretaria Municipal de Saúde (SMS), com o objetivo de propor diretrizes para a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres.

Em Manhuaçu, o Conselho e a Secretaria Municipal de Saúde têm se reunido constantemente para organizar esta importante etapa da conferência, que acontecerá a nível nacional em agosto, segundo agenda do Conselho Nacional de Saúde (CNS). Uma comissão com membros do Conselho Municipal de Saúde e funcionários da Secretaria de Saúde realizaram diversas reuniões para as definições a cerca do evento.

Eixo principal da Conferência

O eixo principal da Conferência será a Implementação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres, contemplando a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Mulheres e as políticas de equidade: da população Negra (racismo, desigualdades étnico-raciais e racismo institucional), da População LGBT (discriminação por orientação sexual e identidade de gênero/preconceito e estigma social), da População em situação de Rua (reconhecimento dessas pessoas como cidadãos de direitos), da População do Campo, da Floresta e das Águas (redução de riscos decorrentes dos processos de trabalho e das tecnologias agrícolas).

30 anos sem conferência temática das mulheres

A primeira Conferência Nacional de Saúde e Direitos da Mulher aconteceu em 1986, e após 30 anos retoma as discussões e reúne as mulheres para pensar a política nacional de saúde. A expectativa do CNS é que esta Conferência seja a efetivação do Controle Social no SUS para a saúde das mulheres.

Programação local

O credenciamento dos participantes começará às 12h00 com a abertura solene prevista para 13h00. Em seguida haverá apresentação cultural, leitura do regimento interno da conferência. A Mestre em Enfermagem Roberta Mendes Von Rondon, será a responsável pela palestra que contempla o tema do evento: ““Saúde das mulheres: Desafios para a integralidade com equidade”. Na sequência abertura para um breve debate, seguido de trabalho em grupos para desenvolvimento de propostas a serem votadas e eleição dos delegados.

O Conselho Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde reforçam que a Conferência é aberta ao público e conta com a participação de todos que acreditam que as melhorias da saúde pública passam pelo controle social.



Farmácia de Plantão - 29 de maio

  • Drogaria Sampaio – Centro
  • 3331-5605
    Av.Salime Nacif, 334
    Centro Manhuaçu

  • JK Drogaria
    3332-4652
    Rua Antonio Wellerson, 409
    Santo Antônio – Manhuaçu

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Farmácia de Plantão - 29 de maio


Minas Pharma – Shopping
3331-5001
Rua Amaral Franco, 3
Centro – Manhuaçu

Permebem – Baixada
3331-5289
Av. Salime, 308
Baixada – Manhuaçu

sábado, 27 de maio de 2017

Farmácia de Plantão - 27 de maio

  • Drogahemil
  • 3331-1380
    Rua Amaral Franco, 156
    Centro – Manhuaçu

  • Permebem Petrina
    3331-1530
    Avenida Prof. Joventino Nunes
    Petrina – Manhuaçu

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Medicamento como prevenção para HIV será incorporado no SUS

O Ministério da Saúde vai ofertar no Sistema Único de Saúde (SUS) medicamentos antirretrovirais para reduzir o risco da infecção pelo HIV antes da exposição ao vírus. A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) passará a ser distribuída no SUS em até 180 dias após a publicação do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), prevista para a próxima segunda-feira (29). O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, nesta quarta-feira (24), durante sua participação na Assembleia Mundial de Saúde realizada em Genebra (Suíça).

A PrEP consiste na utilização do antirretroviral (truvada) antes da exposição ao vírus, em pessoas não infectadas pelo HIV e que mantêm relações de risco com maior frequência. “O Brasil, mais uma vez, sai como um dos pioneiros na prevenção e tratamento do HIV”, afirmou o ministro Ricardo Barros, durante entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira por videoconferência. Ele lembrou que a iniciativa é muito importante para as pessoas expostas ao vírus, mas ressaltou que a sua inclusão no SUS não dispensa o uso dos outros métodos preventivos.

A incorporação do truvada (tenofovir associado à entricitabina) foi recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), após consulta pública realizada para obter informações, opiniões e críticas de pesquisadores e outros setores da sociedade. Com a nova medida, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a utilizar essa estratégia de prevenção como política de saúde pública.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda, desde 2012, a oferta de PrEP para casais soro diferentes, gays; homens que fazem sexo com homens; profissionais do sexo e pessoas transgêneros (travestis e transexuais), consideradas populações-chaves. A PrEP já é utilizada em países como Estados Unidos, Bélgica, Escócia, Peru e Canadá, onde é comercializada na rede privada, além da França, África do Sul, entre outros, que incorporaram ao sistema público de saúde. O investimento inicial do Ministério da Saúde será de U$ 1,9 milhão na aquisição de 2,5 milhões de comprimidos, o que deve atender a demanda pelo período de um ano.

No Brasil, a estimativa é que a PrEP seja utilizada por uma população de 7 mil pessoas que fazem parte das populações-chave, no primeiro ano de implantação. Cabe esclarecer que fazer parte desses grupos não é o único critério para indicação da PrEP. Para isso, será necessária uma avaliação da vulnerabilidade do paciente, de acordo com comportamento sexual e outros contextos de vida. Essa análise deverá ser feita pelos profissionais de saúde. “Uma série de critérios deve ser levada em conta antes da indicação da PrEP, como o número de parceiros sexuais, os outros métodos de prevenção utilizados, o compromisso com a adesão ao medicamento, entre outros”, destacou a diretora do Departamento de IST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Adele Benzaken, que participou da videoconferência em Brasília.

O Boletim Epidemiológico de Aids demonstra taxas de prevalência de HIV mais elevadas nestes subgrupos populacionais, quando comparadas às taxas observadas na população geral. Enquanto a prevalência na população geral é de 0,4%, nas mulheres profissionais de sexo é de 4,9%. Entre pessoas que usam drogas (exceto álcool e maconha) é de 5,9% e entre gays e homens que fazem sexo com outros homens (HSH) a taxa de prevalência por HIV é de 10,5%.

A PrEP é de uso contínuo, ou seja, o usuário precisa tomar o comprimido diariamente para ficar protegido do HIV, sendo que a proteção se inicia a partir do 7º dia para exposição por relação anal e a partir do 20º dia para exposição por relação vaginal. É importante destacar que a PrEP só será indicada após testagem do paciente para HIV, uma vez que ela é contraindicada para pessoas já infectadas pelo vírus. Nesses casos, a PrEP pode causar resistência ao tratamento. Por essa razão, as pessoas que já vivem com o vírus não serão submetidas à profilaxia, e sim encaminhadas para tratamento imediato. A prevenção será ofertada nos serviços do SUS que já trabalham com prevenção do HIV. Inicialmente, será implementada em 12 cidades e, ao longo do ano, será estendida para todo o país. São elas: Porto Alegre; Curitiba; São Paulo; Rio de Janeiro; Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Brasília, Florianópolis, Salvador e Ribeirão Preto.

PREVENÇÃO COMBINADA – A PrEP insere-se como uma estratégia adicional dentro de um conjunto de ações preventivas, denominadas “prevenção combinada”, como forma de potencializar a proteção contra o HIV. A prevenção combinada inclui: testagem regular; profilaxia pós-exposição ao HIV (PEP); teste durante o pré-natal e tratamento da gestante que vive com o vírus; redução de danos para uso de drogas; testagem e tratamento de outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) e das hepatites virais; uso de preservativo masculino e feminino, além do tratamento para todas as pessoas.

ESTUDOS – A eficácia e a segurança da PrEP já foram comprovadas em diversos estudos clínicos. As evidências científicas disponíveis demostram que o seu uso pode reduzir o risco de infecção pelo HIV em mais de 90%, desde que o medicamento seja tomado corretamente, uma vez que sua eficácia está diretamente relacionada à adesão. No entanto, cabe esclarecer que a PrEP não substitui o uso do preservativo, uma vez que a proteção não é de 100%, assim os outros métodos preventivos não devem ser negligenciados. Além disso, a camisinha é a forma mais efetiva de proteção contra as outras IST, como sífilis, gonorreia, hepatites B e C, por exemplo, que não são evitadas por meio da profilaxia pré-exposição.

PROJETOS PREP – Desde 2013, o Ministério da Saúde apoia cinco projetos sobre aceitabilidade e viabilidade da PrEP no país, gerando evidências para a construção da política nacional. Embora os estudos ainda estejam em andamento, é possível afirmar que o procedimento tem tido uma boa aceitação e adesão dos usuários.

Atualmente, está em andamento o estudo PrEP Brasil, realizado pela Fiocruz em parceria com o Centro de Pesquisas Clínicas da FMUSP; a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (Manaus) e o Hospital Sanatório Partenon (Porto Alegre). O projeto, que conta com apoio financeiro do Ministério da Saúde, acompanha 500 pessoas sob alto risco de infecção pelo HIV. Os voluntários recebem a medicação para uso diário e têm acesso a aconselhamento para gerenciamento de risco, testagem para HIV e preservativos, com o objetivo de avaliar a adesão à prevenção.

O uso da PrEP também está sendo analisado dentro do projeto Combina!, realizado pela Universidade de São Paulo (USP) com apoio do Ministério da Saúde. O estudo aborda prevenção combinada, sendo a PrEP um dos elementos. Além da PrEP, a pesquisa pretende verificar a efetividade da profilaxia da transmissão do HIV pós-exposição sexual consensual e o uso combinado dos métodos preventivos contra a infecção pelo HIV.

HIV NO BRASIL – De acordo último boletim do Ministério da Saúde, 827 mil pessoas vivem com HIV/aids no país atualmente. Desse total, 372 ainda não estão em tratamento, sendo que 260 já sabem que estão infectadas e 112 mil pessoas não sabem que têm o vírus.

A aids no Brasil é considerada estabilizada, com taxa de detecção em torno de 19,1 casos a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 40 mil casos novos ao ano. Desde o surgimento da aids, o país vem tomando posição de vanguarda na oferta de tratamento e assistência às pessoas que vivem com HIV/aids, no âmbito do SUS. O Brasil foi um dos primeiros países do mundo a oferecer o acesso ao tratamento de forma integral e universal desde meados dos anos 1990.

Em 2013, o Ministério da Saúde implantou Novo Protocolo Clínico de Tratamento de Adultos com HIV e aids, que disponibiliza a medicação para todos com HIV. Antes, o protocolo previa o tratamento apenas quando a infecção pelo vírus atingia um estágio que já era considerado caso de aids. De janeiro a outubro do ano passado, 34 mil novas pessoas com HIV e aids entraram em tratamento pelo SUS. Atualmente, são 498 mil pessoas em tratamento (dados de dezembro de 2016).


Informações Camila Bogaz, da Agência Saúde